Segurança medicamentosa foi o tema da primeira oficina de 2018 do NSP

Representantes de toda a cadeia medicamentosa do Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB), do Complexo Hospitalar da UFPA/Ebserh, estiveram presentes na primeira oficina do ano realizada pelo Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) na manhã desta terça-feira, 5, na sala 4 do Centro de Estudos do HUJBB. A ação fez parte do projeto de Capacitação em Segurança do Paciente, destinado aos funcionários e estudantes que atuam na instituição.

O tema “Segurança Medicamentosa – Apresentação de Boas Práticas”, ministrado pela enfermeira e professora Danielle dos Reis e bolsistas Naiá Estrela e Nathalia Marques,  gerou um debate intenso entre os participantes: farmacêuticos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e médicos. A professora Danielle abordou a responsabilidade da enfermagem na administração dos remédios, considerando também o papel dos médicos e farmacêuticos.

“A taxa de erros em relação aos medicamentos não tem como mensurar, porque é difícil alguém notificar o seu erro. Por isso, é importante tratar desse assunto de forma educativa para garantir a segurança do paciente, porque o risco é considerado”, explicou. Segundo a palestrante, o que se quer com as oficinas é criar entre os profissionais a cultura de segurança no hospital, na perspectiva de prevenir o problema.

Multiprofissional - A capacitação faz parte do Plano de Capacitação em Segurança do Paciente desenvolvido pelo NSP, com o objetivo de investir na qualificação dos profissionais. As atividades acontecem sempre às terças-feiras, no período da manhã, com temas relacionados aos protocolos de segurança, para garantir o melhor serviço e bem-estar aos pacientes do Complexo.

Para a enfermeira Vanda Barros, da Unidade de Doenças Infecciosas e Parasitárias (UDIP), a oficina foi de “extrema relevância”, por reunirem profissionais que atuam em todos os horários, sobretudo, dos que atuam à noite. “Isso faz entendermos as nossas falhas, não na perspectiva de apontar os erros, mas buscarmos formas para prevenirmos e evitá-los”, ressaltou.

Quanto ao tema debatido na oficina, ela comentou que o importante é que se pensou no trabalho multidisciplinar: o médico, na prescrição correta; a farmácia, a dispensação do que está sendo prescrito; e a enfermagem, que envolve a administração. “Se você observar, está todo mundo interligado, cada um tem a sua importância para que no final o paciente seja o benefício”, concluiu.

Texto e fotos: Edna Nunes – Ascom Complexo Hospitalar da UFPA/Ebserh.